Todos concordam que gerar empregos no Brasil é algo muito caro. São os elevados encargos trabalhistas, os custos de capacitação da mão de obra e os investimentos nos processos de seleção — manter os trabalhadores é pesado para a maioria das empresas.

Dependendo da forma como se contabilizam os encargos, o custo pode variar entre duas e três vezes o valor do salário do empregado, mas você sabe exatamente o que compõe esse gasto?

Neste post vamos mostrar quanto custa um funcionário no Brasil e por que as contratações assustam tanto os empreendedores.

Encargos e benefícios trabalhistas

A legislação trabalhista brasileira ainda é baseada na Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, criada em 1943, e que tem como foco a proteção aos trabalhadores. Isso, porém, tem um custo alto para os empregadores.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), os encargos trabalhistas podem representar entre 17% e 48% do custo total do funcionário.

Essa rede de proteção inclui o pagamento do 13.º salário, de 1/3 do salário como adicional de férias, benefícios como vale-alimentação e vale-transporte, entre outros. Também há uma série de contribuições sociais obrigatórias, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e INSS.

Treinamentos

Outro custo que precisa ser considerado diz respeito às demandas de capacitação e treinamento dos colaboradores. Além da necessidade natural de toda empresa em investir na qualificação de seus funcionários, é preciso lembrar que a mão de obra no Brasil carece de maior especialização, reforçando a necessidade desse investimento.

O mesmo estudo da FGV e da CNI estima em R$ 100 mensais o custo de capacitação de um colaborador durante o seu primeiro ano no empresa. Nos anos seguintes, esse gasto cai até R$ 18.

Rescisão cara

O momento do desligamento do colaborador também representa um custo elevado, pois impõe ao empregador o pagamento de uma série de verbas indenizatórias.

Além de férias e 13.º salário proporcionais, para fazer a rescisão do contrato é preciso pagar ainda o aviso prévio e a multa de 40% do valor do FGTS do colaborador.

RH e assessoria jurídica

E ainda não terminou. Para melhor se aproximar dos valores efetivamente gastos com os funcionários, é preciso considerar toda a estrutura mantida pela empresa para contratação, capacitação, dispensa e desligamento.

Estamos falando das equipes de recursos humanos e agências de recrutamento, por exemplo. Além dos custos com a seleção em si, é preciso considerar que não há garantia de sucesso, visto que uma boa contratação não garante longa permanência do colaborador na empresa.

Além disso, há sempre o risco de processos trabalhistas, com grande percentual de decisões favoráveis aos colaboradores, o que exige a manutenção de uma equipe ou assessoria jurídica especializada.

Saber exatamente quanto custa um funcionário para a sua empresa não é uma tarefa tão simples. A legislação trabalhista brasileira e a situação do mercado de trabalho podem comprometer a capacidade de gerar empregos por quem busca empreender.

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